sábado, 5 de novembro de 2011

A verdade de Amélia



 
A Amélia ficou velha,
Viúva e cheia de rugas.
Perdeu sua juventude calada.
Aceitou o que fora lhe dado como felicidade.
Decidiram que não precisava da vaidade.
Foi aprisionada,
Cerceada das suas escolhas,
Não teve escolha.
Passou seus dias sem nenhuma ambição.
Aceitou o padrão, e viu sua vida passar...
Não ousou sonhar.
Amélia eterna,
Prisioneira,
Companheira.
Nem mesmo percebeu a luz,
Sempre na caverna...
Descrente de sua sorte,
Espera a morte.
Que lhe conforte.



Gizelle amorim

Desonrado



Sim, ladrão.
Como seu perseguido,
e pagamos por isso!
Garantir proteção é sua obrigação!
É a sua profissão.
Cagão! Palhaço corrompido,
Herói de um sistema falido.
Só falta legalizar... ou ponderar,
Nem certo, nem errado... Inadequado!
“Roubar nós é liberado”!
Um meliante canalha.
Brada uma falsa moral.
Ser honrado? Sem importância...
Juras sem relevância...
Ignorante, acéfalo.
Covarde!
Pilantra concursado,
Bandido fardado!



Gizelle Amorim

Paz e amor?


Olhe bem para minha cara de palhaça.
Fotografe o meu sorriso desprezível ao seu caráter...
Olhe o patamar da sua moral,
Compartilhe sua cara de pau com seus filhos.
Mostre o quão baixo é o seu nível.
Grite ao mundo os valores que você esqueceu...
Ou vendeu.
Mostre a traição indecente,
Seja canastrão,
Encare a vergonha não só de uma geração.
Assuma ser o manipulador dos filhos que se orgulharam das suas falsas lutas,
Assuma sua opinião... De cretino, conivente...
E cale-se ao ouvir nossa decepção.
Ambidestro.
Líder sindicalista, operário...
Sei...
Pau mandado...
Carismático? Sim.
De palavras fajutas
Mentiroso,
Mercenário, filho da puta!


Gizelle Amorim



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ninguém, Alguém, Igual



 
Aos que julgam tantos erros,
Aos que debocham das mancadas(alheias).
Quem se acha imune ao pecado, e jura,
Que só se peca ao lado.
Você que humilha o caído,
Menospreza o fracassado,
Dá-lhe o estigma de safado, imoral, covarde.
E vai além, já não vê alguém.
É um ninguém.
E quando ninguém está ao lado?
É... Sempre um porém...
Ninguém vira alguém,
Te estende a mão, sem ouvir o perdão,
Te oferece o sim, quando se esperava um não.
Seu espelho reflete o ser normal,
Ninguém também podes ser tu,
Alguém igual.

 
Gizelle Amorim


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Destinatário






 
Ao te ver bem,
Ao te sentir feliz!
Seu sorriso me completa!
O mundo já não me afeta,
As grades foram abertas.
Não me curvo mais.
Minha poesia tem destinatário,
Dei voz ao meu diário.
Por te amar, por te querer...
Por confiar em você.
Sem medo dos deslizes,
Amor puro,
E alma livre.



Gizelle Amorim

Confusão Burguesa




Em um dia, uma empresa chamada Ternos, Limousines e Cia, resolveu realizar uma reunião ao ar livre.

A reunião com os acionistas majoritários, seria destinada a tratar do lucro mensal da empresa. O Sr. Phidelfs Brandante e a Sra. Carlota Brandante eram os fundadores da mediana empresa. O casal centenário possuía diversas outras empresas, porém todas destinadas a outros gêneros.

Enfim, marcada a reunião em um terreno do Sr. Phidelfs, todos começam a debater sobre algum método de salvar a empresa da faixa mediana para a faixa nobre.

Inesperadamente, um sr. bêbado invade a importante reunião. O fotógrafo entra em ação, gastando rolos e rolos de filmes só com fotos da engraçada confusão. O Sr. Phidelfs toma uma decisão nada agradável de correr atrás do bêbado.

No meio da correria, perceberam que o advogado da empresa, estava chegando com seu carro. Imediatamente, todos voltaram ao local da reunião. Infelizmente já era tarde, o advogado já tinha se distraído com a confusão e batera o carro. A confusão fotografada rendeu tanto dinheiro para a empresa, que foi reclassificada como nobre.


Fabinho Amorim
28/10/2011